quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sarkozy e Cannes lembram de Ruiz como "um digno herdeiro" dos irmãos Lumière


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o diretor do Festival de Cannes, Gilles Jacob, fizeram nesta sexta-feira uma homenagem ao cineasta chileno Raúl Ruiz, falecido em Paris e a quem definiu como "um digno herdeiro" dos irmãos Lumière, considerados os pais da sétima arte.
"Raúl Ruiz, criador cujo compromisso com os debates de seu século se nutria de uma imensa erudição e de uma infinita curiosidade", disse Sarkozy em comunicado. "A inspiração de Ruiz, homem de uma cultura universal, partia do patrimônio de todas as artes - cinema, literatura, pintura, poesia, teatro - e de todos os países", acrescentou o presidente.
Em sua nota, na qual lamenta a morte do diretor, Sarkozy considera que a prova da diversidade do chileno são "suas adaptações dos grandes romancistas franceses que ele amava (Balzac, Giono, Proust)", bem como "Mistérios de Lisboa", uma imersão labiríntica na sociedade portuguesa.
Este filme, sua última obra, lhe conferiu o prêmio Concha de Prata de melhor diretor em 2010, no Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha.
O chileno também foi candidato, cinco vezes à Palma de Ouro de Cannes, que o premiou em 1983 pelo filme "As Três Coroas do Marinheiro".
O diretor do Festival descreveu o cineasta como um "narrador das Mil e Uma Noites, que como os grandes escritores latinos, era dotado de uma imaginação e prodigalidade incomparável".
"Já sentimos saudades", disse em seu comunicado sobre Ruiz, que se exilou na França após o golpe militar de 1973 e alcançou reconhecimento internacional na década de 80.

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